AECambuí
Associação Empresarial de Cambuí






QUEM SOMOS | SERVIÇOS | ASSOCIADOS | PROFISSIONAL AUTÔNOMO | EMERGÊNCIA CAMBUÍ | CONTATO
Ligue para AECambui » (35) 3431-2772
» Revista "O Empresário"
» Banco de Currículo
» Últimas Notícias
» Comportamento.
» Comunicação
» Conselhos Úteis
» Consultas Boa Vista Serviço - SCPC
» Finanças ao seu alcance
» Jurisprudência
» Momento Empresarial
» O que é Boa Vista SCPC?
» Oportunidade de Emprego
» Serviços Prestados - AECAMBUÍ
» Vida saudável
» Turismo
» Fotos da Cidade
» Fotos dos Cursos
» Memória Viva



Publicado em: 21/09/2007

Ela me contava tudo inconformada. Uma funcionária contratada há poucos meses havia sido "promovida" a assistente do diretor. Não se trata de uma promoção ao pé da letra, já que é uma função informal. A responsabilidade aumentava, sem mexer no salário, mas o aspecto político da mudança era bem grande. Como uma garota nova na casa poderia estar conquistando seu espaço assim?!

Esta não foi a primeira vez que ouvi críticas sobre a funcionária promovida. Até onde pude entender, ela era dissimulada, pouco confiável, puxa-saco e carreirista. Então perguntei o porquê dela estar progredindo na empresa. Na visão da pessoa que me falava sobre a situação, a garota certamente estava fazendo alguma coisa a mais para conseguir o que queria!

A vida nas empresas é um mundo a parte, com regras específicas. Esqueça a lógica. O dia-a-dia de uma empresa não é sempre justo e equilibrado. Tendo esta visão em mente, procurei saber o que esta nova funcionária tinha de diferente, ou seja, por quê ela estava sendo mais vista pelos superiores enquanto gente com anos de casa era tratada com indiferença.

ENXERGUE OS MOTIVOS - Vamos começar deixando a hipocrisia de lado: a garota é jovem, bonita e aparenta ser disponível, mesmo que não seja. Mas apenas isso não seria motivo para seu crescimento na carreira. Ela tem boa formação e domina uns 3 idiomas fluentemente... isso conta mais uns pontos, mas até aí, temos apenas o básico.

De tempos em tempos a empresa organiza eventos sociais para a integração de funcionários. Enquanto parte dos funcionários com tempo de casa participam contrariados, por determinação superior, ela vai demonstrando interesse e satisfação. Houve um jogo de futebol há algum tempo. Quem não estava no time, ficou em pequenos grupos, à parte da competição. Ela ficou no banco de reservas, conversando com todos (principalmente com os superiores) e torcendo. Após o jogo, os grupinhos permaneceram como estavam. Ela ficou misturada aos superiores, conversando sobre assuntos variados.

Tomando esta passagem como referência, me parece natural concluir que ela aja do mesmo jeito no dia-a-dia. Envolve-se no trabalho, procura tarefas que estejam além da sua função, demonstra satisfação em fazer o que faz e está sempre perto dos superiores, procurando dar seu ponto de vista sempre que há oportunidade. Ela está fingindo? Ela xinga a empresa quando chega em casa? Não sei, ninguém sabe.

O diferencial que vejo nesta garota é conhecer as regras do jogo e aplicá-las na rotina diária, nos momentos em que isto é necessário.

THINK OUTSIDE THE BOX - Uma empresa quer alguém com boa formação, interessada pelo que faz, dedicada a buscar resultados e que vá além do que se espera dela, doando-se quando preciso e superando expectativas dos superiores. Quer alguém que demonstre ter potencial para assumir mais responsabilidades. Nenhuma empresa sensata promove ou reconhece alguém só pelo tempo de casa ou porque a pessoa é simpática.

Mesmo com isso sendo tão claro, a maioria se nega a buscar outros ângulos para analisar a situação: ela é uma oportunista e puxa-saco e ponto final!

Por alguns minutos, pare de pensar como um funcionário e pense como chefe ou como o dono da empresa: você contrataria a turma bacana que fica de papo furado no café e adora falar mal da empresa ou do chefe? Ou preferiria uma pessoa cujo principal interesse naquele momento parece ser tornar sua vida melhor e trabalhar pelo sucesso da empresa? Enquanto a maior parte dos funcionários se preocupa em criticar a empresa, o chefe e os "puxa-sacos", estes profissionais vão subindo e, se ninguém segurar, acabarão sendo seu novo chefe no futuro.

Existem inúmeras posturas que podemos adotar em nossa vida profissional, mas todas elas nos cobrarão um preço. Se você não quer vender sua alma para crescer, talvez nunca chegue à gerência ou direção de sua empresa, mas em contrapartida, terá mais tempo livre para investir em sua família, em seus hobbies e no que mais quiser. Por outro lado, se você seguir as regras do jogo, é possível que suba mais rápido e alto que a maioria de seus amigos, mas certamente terá alguns débitos para administrar em seus relacionamentos e em outros aspectos de sua vida. O importante é saber reconhecer que há diferentes soluções para uma mesma questão e que um mesmo caminho pode agradar uma pessoa e incomodar outra. Não há certo ou errado, mas sim escolhas e consequências.

Não importa o que achamos correto. O importante é aprendermos a olhar as coisas de forma isenta para podermos entender seus benefícios e suas desvantagens. Buscando uma análise mais sensata, talvez tenhamos a oportunidade de tirar boas lições até mesmo dos comportamentos com os quais não concordamos. E quando entendemos a dinâmica que nos cerca de forma mais ampla, conseguiremos aceitar melhor o que nos desagrada e aproveitar mais aquilo que nos seduz.




AECambuí - Associação Empresarial de Cambuí
Agência WebSide