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Publicado em: 27/11/2007

Sexo é uma coisa divertidíssima, até mesmo fora da cama, sem que uma única peça de roupa seja retirada.

Li outra notícia sobre Sarah Carmen, a britânica que tem 200 orgasmos por dia. Ela sofre de uma doença rara chamada "Síndrome da excitação permanente", e tem orgasmos gerados continuamente por qualquer estímulo: vibração de um secador, balanço de um trem, toque do telefone etc. O problema dela é sério e certamente sua vida deve ser um inferno.

Aí eu resolvo ler os 126 comentários disponíveis junto à notícia, todos feitos por leitores. E a quantidade de pessoas que diz "eu queria uma amante assim" ou "eu queria ter essa síndrome" é bizarra! A maioria das pessoas segue essa linha de pensamento e somente algumas poucas parecem entender a realidade da coisa. O desequilíbrio ou a falta de conhecimento sobre o assunto impera.

O ponto que me chama atenção é a visão de que querer sexo o tempo todo é uma bênção. Não, não é. Ser insaciável só é legal em filme.

Um caso conhecido é o do autor Michael Douglas, um viciado confesso em sexo. Hoje ele parece estar sob controle, ainda mais porque terá que pagar muita grana à sua mulher caso pule a cerca! Pessoas como ele buscam sexo o tempo todo (muuuuito mais do que uma pessoa normal) e, não raro, acabam se expondo e se arriscando para conseguirem uma transa. É como o alcoólatra ou o viciado em drogas, muda apenas o objeto de desejo.

Tenho um amigo que conheceu uma garota há algumas semanas. No começo contava sobre a sensualidade e o "fogo" que estava descobrindo nela. A excitação e a alegria duraram 2 ou 3 semanas. O que antes impressionava virou stress e desconforto. A garota queria transar o tempo todo e, após começar a brincadeira, parar não estava nos seus planos. Estou falando de começar às 20h e manter o pique até 5 ou 6 da manhã do dia seguinte, sem intervalos. Parece bom, né? Certamente algo excitante, não acha? Agora experimente viver sob esta pressão o tempo todo: não há momentos românticos. Nada de ficar abraçado e conversando e muito menos aproveitar uma tarde chuvosa para ver um bom filme, comendo pipoca debaixo do edredom. Encostou, transou!

Se você tem 15 anos, vai achar que eu sou maluco e que estou falando besteira. Acredite, um dia você vai entender claramente o que estou querendo dizer! ;-)

Sexo é uma coisa muito boa. Alguém famoso (Ziraldo?) disse que "Sexo é bom até mesmo quando é ruim". Mas existem duas coisas que fazem o sexo ficar ruim de verdade... desinformação e exagero.

O exagero não é bom no sexo e em lugar nenhum. Comer, beber, transar demais, dormir muito, não dormir, TV, balada, um assunto qualquer... tudo o que é demais, enjoa! Pode ser divertido no começo, mas depois de um tempinho, passa da medida.

Ninguém precisa ler jornal para ser bom de cama. A desinformação vem na forma do preconceito ou do desconhecimento do parceiro e de si próprio. Cada parceiro(a) é diferente e saber o que o(a) agrada é meio caminho para o bom sexo. Mas isso não pode ser uma obrigação, tem que ser algo natural, excitante: se seu parceiro(a) gosta de algo que não o(a) agrada, talvez não seja o parceiro certo.

Vale lembrar que o mesmo conhecimento vale para você: saber o que o(a) faz feliz ajuda bastante!

Informação é, portanto, ter sensibilidade, saber como agradar e assumir o que agrada você. Tudo sem preconceitos ou inseguranças.

Sexo é algo simples.... é só não complicar! ;-)




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