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Publicado em: 13/10/2010

A resposta a essa é pergunta é simples: depende da filosofia da empresa em que pretende atuar.
E aqui nos cabe outro questionamento: existe moda, quando falamos de profissionais que trabalham em áreas indeterminadas?

A palavra “moda” citada neste texto faz uma metáfora ao estilo, à coerência entre o modo de se vestir de acordo com aquilo que a sociedade dita e a tendência dos futuros profissionais. Nesse sentido, vemos hoje um número considerável de admissões de profissionais da chamada “geração y”, ou seja, indivíduos que, pela sucessão de fatos históricos, encontram na maneira de vestir uma forma de manifestação, de autoafirmação, de expressar seu caráter, suas crenças e, assim, transpor sua personalidade.

Essa geração se faz presente por buscar a excelência profissional, por meio, de cursos técnicos, superiores e aprimoramentos, deixando de lado preocupações com a associação ao modo de se vestir.

Nos tempos passados, ainda presentes em muitas organizações, o colaborador (antigo funcionário) deveria mostrar trabalho, responsabilidade e assiduidade. Dessa forma, era comum que as empresas relacionassem tais competências com a maneira que seus colaboradores se apresentavam. Muitos profissionais sofriam de prejulgamento. Atualmente, não que essas questões estejam defasadas, há uma preocupação diferente com o comprometimento para com a empresa.

E onde esses tópicos se encontram e se repelem?

Quando levamos em consideração esse novo e promissor mercado de trabalho, incluindo nele os recém-formados e futuros profissionais que visam, acima de tudo, a satisfação, não somente profissional, mas também pessoal; que buscam empresas que dispõem de uma filosofia semelhante aos ideais comuns, onde estas encontram em seus colaboradores pessoas capazes de administrar suas atribuições e, mesmo assim, valorizar suas prioridades, que até pouco tempo eram vistas como “problemas pessoais”, que não deveriam em hipótese alguma serem relacionados ou inseridos no ambiente profissional, a “velha” frase “os problemas pessoais ficam da porta da empresa para fora” serve para ilustrar.

Com o decorrer dos tempos, devido principalmente à globalização, que possibilitou o acesso rápido às informações e ao desenvolvimento no âmbito pessoal e profissional, as empresas que visam atualizar-se e, assim, manterem-se competitivas no mercado se viram obrigadas a abrir mão de certas tradições e reverem alguns de seus requisitos. E, assim, desenvolverem uma conduta que fosse ao encontro dessa nova geração, a tão falada “valorização de pessoal”. Ou seja, o profissional visto como um recurso humano e, principalmente, tratado como tal se fez presente.

No outro lado dessa balança, as empresas que se negam a rever tais conceitos, que ainda julgam pela aparência, tendem a sofrer quando se veem diante de situações em que necessitam de pessoas especializadas para atender determinados cargos, normalmente, ocupados pela nova geração.

Esse, na verdade, se torna um problema para a empresa que, possivelmente, sentirá grande rotatividade nesses cargos, uma vez que essa geração procura, incessantemente, o emprego que lhe dará os prazeres almejados. Assim, não encontrando satisfação no quesito pessoal e profissional, não hesita em procurar outro que o fará.

Pitaco pessoal:
A cada dia observamos nas ruas, nas escolas, na TV, partindo dos grandes centros até as provincianas cidades do interior, uma forte tendência dos jovens com relação ao estilo, tanto no vestuário como na maneira de se portar. É comum vermos grupos desses jovens com suas tribos manifestando, assim, suas perspectivas e visão de mundo.
Ao contrário do que se observou em outros momentos marcantes da história, esses grupos não buscam a anarquia ou maneiras de se rebelarem, buscam formas de conexão. O interesse em encontrar-se dentre outras pessoas com objetivos semelhantes.
Essa geração fica registrada como a geração dos jovens que mais tem acesso à educação escolar e ao conhecimento. Onde a cultura deixa de ser inserida em meios distintos e passa a ser disseminada, ao alcance e interesse de toda essa “galera”.
O choque entre gerações é quase que inevitável, porém, pode ser amenizado. Basta a conscientização e disposição, para que, juntos, encontrem a melhor maneira de trabalhar, levando em consideração as expectativas de ambos.
Dando continuidade ao tema deste mês, o próximo assunto será sobre a evolução das gerações, dentro dos momentos históricos em que elas se consagraram.




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