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Publicado em: 08/11/2012

A esperança para deter o Alzheimer pode chegar em 4 anos ao mercado.

Um remédio experimental contra a doença entrou na terceira fase de testes, em humanos, em Cingapura. Ou seja, já passou por 2 testes e teve êxito.

Esta será a última fase, antes de o medicamento poder ser comercializado.

O remédio, batizado LMTX, foi criado por cientistas britânicos, coordenados por Claude Wischik, da Universidade de Aberdeen, e depois foi produzido pela TauRx Therapeutics, uma empresa privada de biotecnologia.

A droga ataca a doença com o bloqueio da formação de uma proteína, denominada tau, que induz à criação de nós no interior das células cerebrais.

Para muitos cientistas, a proteína tau é uma das mais importantes causas do Alzheimer.

A pesquisa em Cingapura vai envolver o acompanhamento de 883 pacientes com Alzheimer ao longo de 12 meses e depois outros 500 voluntários, que sofrem da doença degenerativa durante 18 meses.

Os ensaios já começaram nos EUA e a equipe vai também recrutar participantes na Europa e na Ásia.

Na fase anterior foi analisado um remédio denominado "Rember", que foi melhorado e deu origem ao LMTX, que libera a mesma substância ativa na corrente sanguínea, mas de uma forma mais eficiente, revelou a companhia.

Claude Wischick, que coordenou o desenvolvimento do medicamento, disse ao jornal britânico Daily Mail que este "mata doença" "se for tomado precocemente, permite fazer a doença retroceder".

Confiante no sucesso do remédio, Wischick defendeu a droga: "Mesmo que a doença continue a progredir, mas muito mais lentamente, os pacientes poderão ficar em casa com os seus entes queridos em vez de ir para instituições para receber cuidados médicos", declarou.

"Porém, esperamos que, se a administração da pílula for feita suficientemente cedo, seja possível parar a degeneração cerebral ou pôr-lhe um grande travão", concluiu.

Caso se comprove que o LMTX é seguro e eficaz, e se for aprovado pela entidade reguladora da saúde, o remédio poderá chegar ao mercado nos próximos quatro anos.

Foi o que informaou a companhia durante a conferência Clinical Trials on Alzheimer's Disease, recentemente em Monte Carlo, no Mônaco.




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