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Publicado em: 16/02/2012

Os recursos naturais do planeta dão os primeiros sinais de esgotamento. Estoques de água diminuem e são crescentemente contaminados. A rarefação da camada de ozônio aumenta a carga de radiação solar ultravioleta e as chuvas ácidas corroem florestas e cidades. (...) Mas o mais preocupante dos efeitos da poluição sobre o meio ambiente se deve à concentração dos gases que causam o efeito estufa, o que eleva o aquecimento da atmosfera, provocando inevitáveis mudanças climáticas. (...) O que a natureza sempre consumiu milhares de anos para alterar, a atividade humana pode alterar em poucas décadas. (...) As Maldivas, ilhas do Oceano Índico, irão desaparecer encobertas pelo aumento do volume das águas do mar, devido ao descongelamento das calotas polares (...).

O Estado de S. Paulo (16/04/95)

Essa notícia, vinculada há 17 anos , trazia alguns exemplos do que já estaria acontecendo com o nosso planeta, devido ao desequilíbrio do meio ambiente, causado por fatores poluentes.

Como está o ambiente de sua casa, ultimamente? E do seu trabalho?

O meio ambiente é constituído por água, terra, ar, vegetais, seres humanos e animais. Por exemplo, um jardim pode ser o meio ambiente de uma formiga. O meio ambiente de um animal selvagem é a selva; o meio ambiente de uma vaca é a fazenda; e o nosso meio ambiente, além da nossa casa, é nosso trabalho e a cidade onde vivemos.

No início da civilização, os povos viviam em um meio ambiente perfeitamente equilibrado. Caçavam bichos e colhiam frutos para comer, bebiam a água dos rios e das fontes; havia um equilíbrio ambiental. Quando a caça e os vegetais começavam a escassear, as tribos mudavam de lugar, e a região ocupada anteriormente podia se renovar. Porém, a população foi aumentando, e o homem, que não pára de inventar e descobrir coisas foi utilizando cada vez mais recursos da natureza para melhorar sua condição de vida.

A formação das primeiras cidades deu início a um problema que só tem se agravado: o acúmulo de resíduos. A partir do século XIX, as condições de vida nas cidades sofreram desequilíbrios causados por diversos fatores, como, por exemplo, o aumento populacional, migrações do campo e crescimento industrial.

A melhoria das condições sanitárias e o aparecimento de novos remédios prolongaram a vida da população. Nas áreas cultivadas com monocultura, as plantas concorrentes passaram a ser combatidas como ervas daninhas, e os animais, consumidores naturais daquelas plantações, passaram a ser destruídos como pragas da lavoura. O crescimento do número de indústrias, sem qualquer controle sobre a poluição, começou a gerar resíduos em quantidade cada vez maior.

A natureza demora cada vez mais para decompor os resíduos produzidos pela enorme quantidade de produtos criados. Há materiais “novos”, como o plástico, que praticamente não se decompõem ou o fazem muito lentamente. Ao mesmo tempo, a quantidade de materiais que pode ser assimilada pela natureza, como papel, aço e materiais orgânicos, está sendo acumulada numa velocidade maior do que o tempo que a natureza necessita para decompô-la.

Produtos químicos tóxicos e resíduos lançados no mar e em rios, riachos, lagos e lagoas causam danos irrecuperáveis à vida da fauna e flora, atingindo, mais cedo ou mais tarde, o ser humano. O mesmo acontece quando esgotos domésticos sem tratamento são lançados nos rios, em quantidades superiores às que a depuração e oxigenação natural das águas podem aceitar.

Porém, a partir de 1960, os governos e as organizações preocupadas com o meio ambiente, no mundo inteiro, começaram a perceber que, para garantir o futuro do planeta, é necessário controlar e, principalmente, reduzir a poluição.

Em 1972, as Nações Unidas prepararam uma conferência internacional, em Estocolmo, Suécia, para debater os problemas do meio ambiente. O resultado da conferência foi à constatação de que os países ricos e os países pobres não podem tratar os problemas ambientais da mesma maneira, pois os países ricos em geral preservam sua natureza, explorando a dos países pobres. Nessa conferência, proclamaram-se os seguintes princípios, entre outros, relacionados à qualidade de vida do ser humano.

Nós podemos ajudar a melhorar nosso meio ambiente no dia-a-dia, por exemplo, comprando produtos e adquirindo aqueles cujas embalagens sejam recicláveis, e usando o verso das folhas de papel para rascunho. A maior parte do lixo das casas é constituída por restos de comida que podem ser transformados em alimento para animais ou em adubo.

Devemos diminuir os desperdícios de todas as maneiras. Assim como cuidamos de nossa saúde, para que tenhamos uma vida mais longa e saudável, devemos fazer os materiais terem um ciclo de vida maior. Se cada um fizer sua pequena parte a favor do meio ambiente, diminuindo resíduos, separando as embalagens e os materiais recicláveis, o mundo, aos poucos, irá melhorar.


Fontes:
Jornal Estado de São Paulo, Ed.16/04/95.
BONAPARTE, Artigo “O Homem e o Meio Ambiente”, 2007.







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