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Publicado em: 20/12/2011

O aumento da população idosa em relação aos grupos mais jovens está invertendo, pouco a pouco, a pirâmide etária em todo o mundo. O fenômeno torna o envelhecimento massivo da população um fato que merece atenção, pois, quanto maior o grupo de cidadãos idosos, mais adaptadas devem ser as cidades. E a melhor maneira de descobrir e compreender como vive essa parcela de indivíduos é se colocar em sua própria pele.

Com esse objetivo, uma equipe de pesquisadores do MIT (Massachussetts Instituto of Technology) – que envolve designers, engenheiros e médicos, criou uma espécie de roupa (tipo macacão usado em oficinas mecânicas) adaptada para simular as mudanças que acontecem no corpo humano quando se ultrapassa a fronteira dos 70 anos.

Chamada AGNES (Age Gain Now Empathy System), nome que, por si só, remete alguém desta idade, a roupa conta com uma série de apetrechos instalados em locais chaves e que são os mais afetados pelo envelhecimento, como coluna, olhos e ouvidos.

Por exemplo, para criar a sensação de limitação de movimentos causada pela compressão na coluna, os pesquisadores conectaram o capacete a um colar no pescoço que, por sua vez, além de reduzir a rotação da cabeça e também impacta na coluna.

Outra adaptação que também prejudica o movimento de quem usa a vestimenta são as bandagens também ligadas às costas que diminuem a flexibilidade e fazem com que o os passos fiquem mais curtos e o ato de andar seja mais devagar.

Além disso, há também acessórios que devem ser usados em conjunto com a vestimenta, como um par de sapatos, que dificulta o equilíbrio do corpo, ponto auditivo, que atrapalha a audição, e óculos com lentes amarelas, que comprometem a qualidade da visão.

Toda a equipe de pesquisadores está “vestindo” a AGNES como método para ampliar o conhecimento que têm acerca das restrições físicas das pessoas desta idade. Os resultados serão usados no desenvolvimento de projetos de adaptação dos espaços coletivos aos cidadãos com mais de sete décadas nas costas.




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