Tenho pensado muito nos jovens dessa geração “high tech”.
Em geral, qual é o perfil desses cidadãos perante o contexto altamente tecnológico?
Ouço e presencio algumas opiniões, fortemente impostas, sobre a juventude brasileira. Muitas vezes há uma ligação direta com a tecnologia, com as facilidades que esta gera e o questionamento quanto ao seu uso excessivo.
Sim, é fato que hoje existe a chamada “vida virtual”; é fato que há problemas sociais diretamente envolvidos com esta realidade; é fato que, quase diariamente, vemos estatísticas relacionadas às consequências dessa nova maneira de se relacionar. E claro, nos leva ao questionamento, até que ponto essa relação é saudável?
Porém, também vimos alguns dias atrás, e em outros momentos, o uso inteligente das redes sociais. Pessoas que se beneficiam desta ferramenta para organizar eventos fora do âmbito virtual, com finalidades reais.
É o caso de manifestações em massa, com o intuito de chamar a atenção para algum assunto específico, são pessoas que buscam, de uma forma contemporânea, maneiras de se expressarem.
Também, é frequente encontrarmos na internet salas de bate papo, fóruns, comunidades e grupos que visam às discussões de determinados assuntos, temas e tópicos. É a troca de informações, a interação com outras pessoas de interesses semelhantes.
Existe um extremo com a utilização de toda tecnologia oferecida nos dias de hoje.
Há os que se apoderam dela para fugir da realidade, muitas vezes, difícil de encarar. Há os que buscam experiências disponibilizadas apenas por meio virtual. Há quem, apenas desta forma, consiga ter uma “vida social”. E há inúmeros casos e fatos desta natureza. Problemas reais.
Em contraponto, existe uma galera “plugada” nas vantagens sociais, culturais e pessoais que podem ser absorvidas com tanta tecnologia. Pessoas que geram conhecimento independentemente da maneira como este se manifesta.
A meu ver, os estudos relacionados são fundamentais, é inquestionável que são necessários.
Porém, o que me move a escrever este texto é a crença na juventude tecnológica. Acredito mesmo que a possibilidade de tanta informação será benéfica, e mais, penso que existam muitos jovens envolvidos com a responsabilidade social, econômica, política e cultural que, talvez, não teriam acesso.