Olá amigos, a coluna desse mês é quase um desabafo, mas não pude deixar de escrever, pois, aqui é um espaço onde me expresso verdadeiramente.
Tenho refletido muito por esses dias sobre nossa responsabilidade perante as pessoas que cativamos e não pude deixar de me lembrar e reviver o livro O PEQUENO PRÍNCIPE. Um livro lindo, sensível, que fala da alma humana, das relações, do essencial, assim como toda ou quase toda a obra de EXUPÉRY (O autor do Livro).
Você se lembra daquela frase, entre tantas outras, que nos fazem refletir: “Tu te tornas eternamente responsável por tudo aquilo que cativas”.
Alguém ainda faz isso? Alguém neste mundo doido ainda se sente responsável ou assume a responsabilidade pelas pessoas que cativa, ou seja, que conquista?
Parece que o EU MESMO, está cada vez mais em evidência. São tantos EUs, que tenho uma convicção muito forte de que todos os problemas do mundo estão relacionados a isso. Todas as guerras, as devastações da natureza, os problemas sociais existem porque um ou mais fulanos estão pensando assim: EU, EU, EU, EU, EU e EU.
Olha, não me entenda mal! Eu sou uma defensora da individualidade, da conquista da liberdade emocional, da independência, das conquistas pessoais. Mas não consigo ser a favor do descaso, da falta de empatia, do egoísmo, da covardia.
O que está acontecendo nas relações humanas? Você conquista um amigo, um companheiro, uma namorada, um namorado, um sócio, um parceiro... Quando você está no processo de conquista, seja de uma ou outra coisa, você mobiliza todos os esforços necessários e mostra o seu melhor para conquistar. Você convence o outro a confiar em você, a gostar de você e a necessitar de você, pois, conquistar nada mais é do que isso. Um dia você não precisa mais daquela pessoa, não necessita mais daquele ser e você descarta... Simplesmente descarta. Sem um muito obrigado, sem explicações, sem respeito e nem gratidão.
Acredito que todos têm o direito de tomar uma nova direção quando algo não está nos satisfazendo, sempre tem um momento na vida em que nos deparamos com uma situação onde teremos que nos afastar de um amigo que nos impeça de crescer. Afastar-se de uma relação que não atende mais nosso propósito. Afastar-se de um sócio que não tem mais a mesma visão que a nossa, enfim, afastar-se de pessoas que não nos deixam crescer ou não nos atendem mais em nossas necessidades. Mas, tudo isso deve ser feito com gratidão e respeito. Não se abandonam pessoas como se fossem coisas!
Sejamos gratos ao amigo, ao namorado, esposa, parceiro, sócio... Demonstre sua gratidão e depois siga com o coração em paz. Dê ao outro o conforto de seguir com o coração em paz também. Se você fecha um ciclo com equilíbrio, você iniciará o próximo ciclo com mais força, mais energia, mais vontade e o mais importante, em paz.
Ah! Não adianta fechar meio ciclo também, ok? Se você decidiu se desligar de alguma coisa na sua vida, exercite sua gratidão e seu respeito pelas pessoas envolvidas, pelas situações vividas e depois pule no mar da vida. Pule mesmo, pule de verdade e comece uma nova fase. Não é lindo?
Se você me perguntar: O que fazer então com as pessoas envolvidas? Não saberei te dar uma receita, no entanto,
existe uma recomendaçãozinha que quase todas as religiões pregam de uma forma ou de outra: “Não faça para o outro o que não gostaria que fizessem com você”. Lembra-se disso? Talvez esse seja um dos segredos da vida, do equilíbrio da vida. Imagina que mundo lindo se todos praticassem isso? Utópico demais para nosso planeta, não é? Mas não perco minhas esperanças, sou utópica mesmo!
Quando você sentir muitas dúvidas de como agir com alguém, terminar um ciclo, fechar uma etapa e isso demandar que você se desligue de pessoas que foram importantes, lembre-se: Coloque-se no lugar do outro. Talvez você encontre a melhor resposta do que fazer.
Preciso contar uma coisa muito egoísta de minha parte e que você pode adotar se quiser. No geral, procuro não fazer mal as pessoas, e manter o respeito e a gratidão por todos os seres humanos, mas não porque sou uma pessoa boazinha ou perfeita, mas porque sei, com certeza, que isso será melhor para mim.
Se tudo que mandamos para o universo nos retorna em dobro, ajudar as pessoas, agir com respeito, amor, gratidão, compaixão, paciência, empatia, verdade, me trará coisas boas em dobro.
Claro, que muitas vezes não consigo ser a pessoa que gostaria de ser, sou muito falha ainda com as pessoas na minha vida, mas o importante é o esforço, a correção dos erros e a vontade sincera de ser alguém melhor.
Despeço-me de você agora deixando um alerta: essas divagações têm a intenção de fazer você pensar e não de ser uma verdade ou um caminho a seguir.