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Publicado em: 07/05/2011

Olá Pessoal! Hoje vamos falar sobre comunicação e seus desdobramentos. Sei que é um assunto meio batido, mas outro dia estava ministrando um curso e percebi como esse tema ainda confunde as pessoas.

Primeiramente vamos esclarecer que comunicar-se bem não é falar pelos cotovelos ou tagarelar. Algumas pessoas que possuem facilidade para falar acham que falar sem parar faz delas boas comunicadoras. Outras acreditam que ter uma boa gramática e boa dicção faz delas boas comunicadoras. Algumas ainda acreditam que apresentar um trabalho ou fazer uma apresentação pública faz delas boas comunicadoras.

Então, vocês devem estar se perguntando, o que afinal de contas faz de uma pessoa uma boa comunicadora?Vamos ao ponto! Falar apenas, não significa muita coisa, as palavras são uma parcela bem pequena dentro do contexto da comunicação.

A PNL (Programação Neurolinguística) diz que as palavras correspondem a 7% de toda comunicação; o tom de voz, o volume, a entonação correspondem a 38% e nossa fisiologia, expressões corporais e fisionomia correspondem a 55% disso tudo. Ou seja, mais da metade do que comunicamos, comunicamos com o nosso corpo. Isso é muito!

Meu corpo fala por mim o tempo todo, meus gestos, minha linguagem corporal são mais fortes na comunicação do que minha fala. Todas as coisas que eu verbalizo, ou seja, tudo aquilo que digo em palavras, meu corpo vai acompanhar ou não. É por esse motivo que às vezes damos créditos ou não para quando uma pessoa fala, dependendo do que sentimos enquanto ela fala. Esse sentimento, não é algo místico ou dedutivo, todos nós temos uma capacidade chamada “acuidade sensorial”, que nada mais é do que uma percepção global avançada e isso nós dá pistas, mesmo que não captemos isso conscientemente, de que algo naquela fala, naquela comunicação não está congruente.

É por isso também que encontramos pessoas que falam bonito, mas que não passam nenhuma confiança. Em outros casos, encontramos pessoas de fala simples, mas que passam muita verdade em sua comunicação.

Bom, até aqui só esclarecemos que a comunicação é composta de palavras, entonação de voz e fisiologia e que essa combinação, quando bem trabalhada, faz com que o comunicador seja congruente em sua fala e consiga crédito em sua comunicação.

Mas existe ainda um alerta muito importante que a PNL traz. Ela diz que “a comunicação é avaliada pelo resultado que ela produz”, ou seja, se eu quero saber se sou um bom comunicador, preciso avaliar se o objetivo da minha comunicação está sendo alcançado. Se não estou tendo resultado com minha comunicação, algo está errado. Se não estou alcançando o objetivo da comunicação eu não estou sendo uma boa comunicadora.

E pra completar a PNL diz que “o responsável pela comunicação é o comunicador”, então vamos parar de colocar a culpa nas pessoas quando algo sai errado. Se nós fizermos uma comunicação, somos nós os responsáveis, inclusive pelos desdobramentos dessa comunicação. Eu tenho a responsabilidade de saber se as pessoas entenderam o que foi dito e não esperar que as pessoas tenham entendido exatamente o que eu quis dizer. É uma ilusão, achar que as pessoas irão compreender exatamente o que você quer. Isso é algo que você precisa fazer... Explicar, detalhar, escrever se necessário, para não causar mal entendidos.

Ah Luanda! Mas quando alguém pede para eu fazer algo ou me pede coisas e não explica? Então digo a você: Pergunte e peça esclarecimentos, peça detalhes, pois, essa pessoa provavelmente não sabe desses princípios da comunicação e você, para não se meter em encrenca, pode fazer isso agora que já sabe
.
Esteja atento (a) e verá que a comunicação pode sempre ser esmiuçada, clareada e melhor direcionada.

O mundo está cheio de mal entendidos na comunicação, vamos começar a melhorar isso em nós, no nosso pequeno mundo, no trabalho, no lar, com os amigos e em todos os contextos onde estamos inseridos. Vamos parar de culpar as pessoas por não nos ouvir ou por não fazer o que queremos e começar a analisar se estamos nos comunicando direito e de forma efetiva. Vamos cuidar da nossa comunicação, com isso, já estaremos contribuindo e muito, para um mundo melhor.

As guerras não começam em grandes debates, mas em pequenos mal entendidos que aumentam e tomam proporções que saem do controle.

Um abração para você que chegou até aqui e até a próxima!

Luanda






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