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Publicado em: 13/09/2007

A Conexão

Olá amigos, este mês estou tão em sintonia comigo mesma que resolvi escrever sobre esse tema. Esse assunto é grande, muitos outros assuntos estão envolvidos nessa questão, mas vou escrever resumidamente para manter a proposta de ser uma coluna e não um artigo.

Nós estamos conectados com tudo a nossa volta, com as pessoas que nos cercam, com nosso trabalho, com as coisas boas e as coisas negativas do mundo, com a riqueza e a pobreza, com as alegrias e tristezas que nos rodeiam. Não somos seres separados, isolados, desvinculados do que está a nossa volta, apesar de sermos indivíduos, somos também parte do todo.

Por esse motivo, estamos sempre ou quase sempre envolvidos com esse todo. Envolvemo-nos com os problemas das pessoas, sentimo-nos mal quando assistimos uma notícia ruim ou bem com uma notícia boa. Ficamos estressados por causa de trabalho e sobrecarregados com os problemas provindos dele. Enfim, temos uma vulnerabilidade que nos acompanha, uns sentem mais que outros, mas no geral todos sentem o que é isso.

Isso tudo nos distancia um pouco de nós mesmos. Como? Responda uma pergunta: quem ou o que é você no meio disso tudo? Quais são suas qualidades, quais são seus defeitos? Por que você está mais vulnerável para um assunto do que para outro? Quais são seus desejos e suas necessidades?

Como já disse em colunas anteriores, sei que esse contato é meio dolorido. Porém, ele pode ser extremamente fortalecedor e prazeroso. Aprenda a ficar em sua companhia, respire alguns minutos em silêncio, ouça as batidas do seu coração, perceba seu corpo, suas emoções e seus pensamentos. Perceba para onde você está dirigindo suas intenções e perceba se isso lhe dará a vida que você quer e merece.
No geral, estamos sempre buscando a companhia do outro ou de alguma coisa... E a sua companhia? Seja legal com você, faça esse contato aos pouquinhos. Talvez não exista uma receita pronta, mas descubra a sua forma de fazer isso.

Você pode escolher fazer uma caminhada solo uma vez por semana ou sempre que se sentir estressado, confuso, chateado. Ouça sua música preferida e cante bem alto sem alguém por perto para aprovar ou desaprovar, dance, cozinhe algo para você com calma e com prazer, relaxe e preste atenção em você, nas suas emoções, respire corretamente...

Assim que começar a fazer isso você irá se surpreender com o tanto de coisas que você possui no seu interior. Você vai se deparar com raiva, com tristeza, inveja, ciúmes, orgulho, medos e também com alegrias, sonhos deixados para trás, desejos, bondade, verdade, compaixão, amor... Não temos somente coisas boas ou só coisas ruins, temos tudo isso e muito mais. Porém, conectando com você mesmo, aceitando essa multiplicidade, olhando seus defeitos sem julgar, mas com vontade de mudar, você ficará de bem com você e a guerra emocional vai cessando.

Tenha paciência com seu processo, com suas mudanças e escolha conscientemente o que você quer alimentar. Quais emoções em você devem ser alimentadas, estimuladas, melhoradas para que você seja a pessoa que almeja ser?

Lembre-se sempre de fazer as pazes com o lado negativo que você encontrar. Suas cacas, suas dores e suas decepções pedirão sua atenção. Então, acolha tudo isso, fique de bem, não trave guerra, só não alimente o negativo, pois, é no positivo que está a pessoa que você quer ser.

Ah, um último lembrete, cuidado com as distrações! Temos um impulso imediato de fugir desse encontro conosco mesmos, pois achamos que será difícil e por isso temos um movimento de buscar distrações. Não há nada de errado em distrair-se, ok? Isso dá o maior prazer quando não é usado como desculpa para fugir de nós mesmos.

É isso! Espero ter conseguido passar um pouquinho desse tema tão vasto. Bons encontros com você mesmo!

Abraços e até outro tema!




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