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Publicado em: 04/04/2011

O culto ao corpo perfeito. Até que ponto pode-se considerar questão de vaidade ou Transtorno Dismórfico Muscular ou Transtorno Dismórfico Corporal, sendo diferentes ambos os transtornos, porém caracterizados como patologias do narcisismo. Homens e mulheres jovens buscam corpos perfeitos atendendo apelos impostos pela sociedade e amplamente divulgados na mídia. Investem grande parte de seu tempo na pratica de exercícios físicos, dietas, cirurgias, além do uso não recomendável de substância e medicamentos perigosos à saúde.


Chamar atenção de jovens com os quais trabalhamos por meio de conscientização sobre o culto do corpo perfeito e seus resultados na saúde física e mental. Envolvimento em trabalho que proporcione auto-estima e valores humanos até então esquecidos mediante os apelos da sociedade pós-moderna que cultua a imagem, a aparência, o individualismo, o niilismo, ditos pela mídia.


Conforme a letra da música Sampa de Caetano Veloso: “É que Narciso acha feio o que não é espelho”. Assim sendo, começo a falar do culto do corpo perfeito, que em muitos casos, estão além da vaidade, mas trata-se de Transtorno Dismórfico. Vigorexia ou Síndrome de Adônis para homens que se preocupam excessivamente em tornarem-se fortes a todo custo, mesmo que possuam corpos perfeitos e musculosos, passam horas malhando por se acharem fora dos padrões ditados pela mídia, isto é, consideram-se magros e fracos.

Homens com percepção disforme do próprio corpo e com vergonha da situação recorrem aos exercícios físicos em excesso e ao uso de medicamentos para fortalecimento a todo custo como, por exemplo, os esteróides anabolizantes, assim como medicamentos para emagrecer. Pratica proibida e que podem custar à vida de muitos.

Por outro lado, a mulher com obsessão pelo corpo perfeito, esta denominada anoréxica, que faz parte das doenças ligadas à perda de controle de impulsos narcisistas. Estimativas que existam milhões de pessoas acometidos pela chamada patologia emocional. Existe, conforme Ballone (2007), termos como Transtorno Dismórfico Corporal para Anorexia e Bulimia ou Transtorno Dismórfico Muscular para Vigorexia, contudo são manifestações de ordem emocional que vem acompanhada de ansiedade, depressão, fobias, atitudes compulsivas e repetitivas, como repetidas olhadas no espelho. A pessoa se percebe com a imagem distorcida no espelho o que causa sofrimento emocional e baixa auto-estima.

Conforme Ballone (2007), “as patologias mentais ou no mínimo, os sintomas mentais evoluem e se transformam ao longo do tempo ou entre as diversas culturas, mostrando-se sensíveis as mudanças sócio-culturais”.

A insatisfação com o corpo e o desejo do perfeito, extrapola o que se pode considerar normal. O uso de recursos disponíveis no mercado para atingir o objetivo perseguido em relação ao corpo vai além da malhação, passa pelas cirurgias e os medicamentos ou substâncias proibidas devido prejuízo à saúde.

“Na pós-modernidade (SILVA, 2001B apud OLIVEIRA, 2008), o corpo parece gestar um novo arquétipo de felicidade, fundamentado no culto ao corpo e no narcisismo como neurose coletiva”. Pessoas fadadas a viver valores sociais que enquadram parte das pessoas e marginalizam outra parte como velhos, deficientes, etc, pois é belo aquele que é jovem, que possui determinado perfil, que possui recursos para o consumo de determinadas marcas e o acesso a determinados lugares. Os valores humanos ficam num segundo plano.

Não podemos negar a mídia bombardeando informações sobre valores determinados pela sociedade no sentido do consumismo, individualismo e a cultura da imagem, que até certo ponto são valores culturais que a pessoa deve-se enquadrar neles ou estará à margem da sociedade, dos padrões de consumo e fadado ao insucesso. Assim sendo, a juventude fica vulnerável aos padrões ditados e quando fora desse enquadre ficam vulneráveis aos chamados transtornos patológicos emocionais. Excessos de cuidados com o corpo e uso de medicamentos, com sérias conseqüências.

Por isso a necessidade de trabalhar a juventude para atentar aos valores humanos e cristãos como: familia, amizade, cuidado com o outro, entre muitos, deixando os apelos da mídia e a felicidade efêmera do consumo pela aquisição de valores morais e humanos mais significativos. Despertar a juventude para o protagonismo frente sua comunidade e conscientizando para seu papel frente à sociedade.

Referências Bibliográficas

BALLONE, G.J. Vigorexia – Síndrome de Adônis. Site: http://www.psiqweb.med.br/revisto em 2007.

OLIVEIRA, Nara.R.C.de. Cultura do Corpo na Pós-Modernidade: Reflexões Para a Educação Física. http://www.efdeportes.com/Revista Digital - Buenos Aires – ano 13 .Edição 119, 2008.




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