O último mês do ano é recheado de muitas emoções boas e ruins. As pessoas em geral ficam mais aceleradas, outras, ficam mais deprimidas e uma ansiedade crescente paira no ar.
Muitas pessoas vão às compras, outras já começam a planejar as festas, que roupas serão usadas, que presentes precisam ser comprados, qual será o cardápio... Um clima de alegria e tristeza se mistura, é hora de dar adeus ao ano que se finda e abrir os braços para o ano que vem chegando.
E em meio a esse turbilhão de DISTRAÇÕES como compras, presentes, roupas, ceia, bebidas, drogas em geral, festas e muitas outras coisas, nós esquecemos o principal: FAZER O BALANÇO DO ANO QUE SE FINDA.
Acho até que inventamos tantas coisas para fazer para não entrarmos em contato com esse balanço, que na maioria das vezes é doloroso. Pois, temos que entrar em contato com duas questões principais: O que fiz para o bem dos outros e o que fiz para meu próprio bem durante o ano que se finda?
Você continuou com a síndrome de Gabriela: EU NASCI ASSIM, EU CRESCI ASSIM, VOU SER SEMPRE ASSIM e se recusou a mudar, gritando a todos que você tem personalidade, para justificar-se com sua própria consciência?
Ou você dobrou os joelhos e assumiu seus erros, acreditando na mudança que é sempre possível àqueles que se desprendem do ego e pedem ajuda?
Você pensou somente nos seus problemas, no dinheiro que faltou, na roupa que você não pode comprar, no carro que você não pode trocar, no curso que você não pode pagar, no cargo que você não conseguiu ocupar ou você se lembrou também daqueles que não possuem casa, carros, roupas e comida para reclamar?
Você descontou suas frustrações bebendo, se drogando, descontando a raiva nas pessoas que convivem com você, brigando no trânsito e destruindo seu próprio corpo através das doenças psicossomáticas? Ou você procurou meios mais equilibrados para fazer isso como fazer exercícios físicos, uma terapia, uma oração, um bom desabafo com seus amigos e se aconselhando com pessoas que lhe acrescentaram?
Não tenho nenhuma intenção de fazer um discurso moralista, mas a de fazer um convite à reflexão para que possamos melhorar nosso comportamento diante da própria vida.
O Natal traz uma mensagem clara de RENOVAÇÃO E AMOR, que fica encoberta pelo consumismo e bebedeiras exageradas.
O Início do Novo Ano traz uma mensagem de RECOMEÇO que não pode ser aproveitada se não fizermos nosso balanço, pois, NÃO TEMOS COMO SABER PARA ONDE VAMOS, SE AINDA NÃO SABEMOS ONDE ESTAMOS.
Então, vamos aproveitar essa oportunidade de recomeço e vamos fazer um balanço de nossas vidas. Quais coisas quero levar para o próximo ciclo? Quais coisas não quero mais carregar comigo? Isso vale para analisar todos os nossos comportamentos bons e ruins, para a escolha das emoções de prazer ou dor que vivenciamos, vale para fazer a separação do HOMEM VELHO para o HOMEM NOVO.
Vamos fazer aquilo que está ao nosso alcance, mas não deixemos de fazer, pois, deixar de fazer já é uma escolha. São nossas vidas que estão em jogo e, conseqüentemente, das pessoas que nos cercam.
Nessa minha caminhada de Treinamentos e Cursos certa vez ouvi uma frase que jamais me esqueci: SUAS LIMITAÇÕES NÃO SÃO O SEU LIMITE. Essa é minha mensagem final para vocês, seja lá qual for sua dificuldade, seja lá qual for sua dor, seja lá qual for o tamanho do conserto que você precisa fazer na sua vida... ISSO NÃO É O SEU LIMITE! VOCÊ É MUITO MAIS QUE ISSO!
Desejo um fechamento de CICLO consciente para TODOS NÓS e que possamos ser pessoas melhores no próximo ano, que POSSAMOS FAZER DIFERENÇA nesse mundão, sendo pessoas COM MAIS CONSCIÊNCIA PERANTE NOSSO PAPEL NA VIDA e que não nos esqueçamos de VIVER A MENSAGEM DO NATAL a cada dia do próximo ano: RENOVAÇÃO E MUDANÇA!
Um abraço fraterno seja lá você quem for, pois, somos todos iguais em nossa condição HUMANA E DIVINA ao mesmo tempo.