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Publicado em: 03/02/2007

Quando criança, todas as vezes que ouvia alguém falando do fim do mundo, começava a chorar. Medo é normal na infância, embora alguns adultos da época também tivessem medo do tal fim do mundo. Não sabíamos como tal fato ocorreria. Na verdade, ficávamos pensando sempre no pior.

Atualmente, temos visto o que está ocorrendo com o nosso planeta e, pelas informações que recebemos cotidianamente, sabemos que o mundo pode acabar. Está provado que nosso planeta vem sofrendo agressões pela ação do homem, podendo haver mudanças em vários ecossistemas, como na própria Amazônia. Mudança, fruto do desmatamento, queima de combustíveis fósseis, poluição de todas as formas e assim por diante.

Não precisamos ir muito longe, dê uma boa olhada nos locais onde você conheceu ou morava e veja quanta mudança ocorreu num curto espaço de tempo. Olhe os rios que você conheceu na sua infância, quase todos com suas matas ciliares, sem poluição, esgoto e erosão nas margens.

Dê uma olhada nas matas que o assustaram e o encantaram na infância. Ainda estão lá e intactas? Que bom que estejam do mesmo jeito.

Olhe o movimento da população pobre em busca de sobrevivência e que constrói suas casas nas margens de rios, áreas de várzeas, áreas de mananciais. Complicado, mas de um dia para o outro, acontecem invasões em áreas que deveriam ser protegidas, pois fazem parte de ecossistemas importantes para a preservação da vida.

Dias atrás, o Governador José Serra informou a um jornalista, e foi veiculado numa rádio de São Paulo, que a Serra do Mar corre o risco de se tornar uma nova Rocinha (Favela da Rocinha/Rio de Janeiro). Ele terá que tomar providências urgentes, tal a ocupação irregular e a violação ambiental. Este é o preço do descaso social, que empurra a população pobre para as áreas menos valorizadas, acarretando os desmatamentos de grandes áreas sem pensar nas conseqüências para todas as formas de vida.

Não podemos esquecer nunca dos desmatamentos feitos à luz do dia, por grandes grupos e para várias finalidades, de norte a sul deste país, e sem providências das autoridades constituídas que deveriam fiscalizar e multar pesadamente estas ações. Estes ficam impunes e ganham milhões.

Quando viajo para Cambuí, fico olhando a paisagem nas margens da Fernão Dias e dá para perceber o quanto mudou. Vários locais onde existia apenas mata, que, aliás, é Mata Atlântica, um importante ecossistema, hoje estão cheios de casas, hotéis, restaurantes, condomínios fechados e tudo o mais. Observe você também.

Tente pesquisar qual o bioma do centro sul de Minas Gerais, num passado não tão remoto. Hoje, as Matas de Araucárias, existem praticamente na região sul do Brasil.

Por isso, o medo que tínhamos quando crianças é real e pode ser um pesadelo para esta e para as próximas gerações, pois estamos caminhando para o fim do mundo.

A ganância do homem, o egoísmo das nações, a má distribuição da riqueza e da terra, que pertence a todos os seres viventes, podem levar nosso planeta à ruína. Todo o dinheiro ganho pelas nações não pagará o prejuízo causado pela ação do homem ao meio ambiente.

Porém, não devemos pensar que não temos culpa no cartório, pois estamos contribuindo para esta degradação toda. Não nos preocupamos com os produtos que consumimos, jogamos lixo nas ruas e nos rios, cortamos árvores sem pensar no que representam para o meio ambiente.

Diante disso tudo é bom termos medo de uma Terra sem água, de clima hostil à vida, de catástrofes, e, do “fim do mundo”.

Somos responsáveis pela Terra, nosso planeta maravilhoso.




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