Alguns autores sobre o assunto basearam seus estudos marcados por períodos, onde pessoas possuíam os mesmos interesses e o mesmo perfil comportamental, em uma época determinada, traçando, assim, um modelo de gerações. Desta maneira, dividiram esses períodos em ciclos de vinte em vinte anos.
Este conceito, porém, mesmo não sendo unânime entre os acadêmicos, aponta informações valiosas para o contexto atual. E, assim, auxilia os administradores e gestores, tornando uma referência importante.
Em nossa história recente encontramos 4 gerações: os Tradicionalistas, os Baby Boomers, X e Y.
Distribuídas da seguinte forma:
Tradicionalistas (até 1940)
Nascidos até a década de 1940 – marcada historicamente pela Primeira Guerra Mundial - onde as pessoas prezam pela tradição. Quando levados ao mercado de trabalho prezam pelo trabalho árduo, comprometimento e lealdade, buscando a estabilidade profissional. Preocupados com o reconhecimento e seu legado, ou seja, o que irão deixar para as próximas gerações.
Baby Boomers (até 1960)
Os Baby Boomers - ou “Nascidos da Guerra” – entre as décadas de 1940 e 1960. Como o próprio nome sugere, são pessoas que saíam da Segunda Grande Guerra, em um tempo de reconstrução das ruínas nos países envolvidos. Marcada por pessoas determinadas e com grande capacidade de trabalhar em equipe. Profissionalmente, os desafios devem ser recompensados em dinheiro e com férias, o reconhecimento merecido de seus esforços. Procuram uma carreira exemplar, querendo deixar sua marca na empresa.
Geração X (até 1980)
Indivíduos que nasceram entre os anos de 1960 a 1980, marcados pela quebra de velhos tabus e conceitos. Criados em meio à Guerra do Vietnã e à Guerra Fria. Assim, registra-se na história pela busca da independência e o rompimento dos paradigmas, também no âmbito profissional.
Geração Y (a partir de 1980)
Provavelmente, a geração mais estudada, com pessoas nascidas nos anos 1980. Conhecida como a geração do Milênio, ou Millenium. Ainda não há um consenso das pessoas pertencentes a este período. Porém, a vivência obtida no decorrer das experiências e marcos históricos leva a crer que, dentre as características dessa geração, está o desprendimento com um único trabalho. Ou seja, não se preocupam com o tempo de carreira dentro de uma mesma empresa. Buscam o crescimento rápido e almejam cargos superiores. Preocupam-se com a relação com a empresa, com as pessoas e com o meio ambiente e priorizam o equilíbrio pessoal e profissional.
O importante aqui é destacar a relação entre as 4 diferentes gerações, que buscam suas singularidades e trabalham de acordo com suas respectivas crenças e conceitos de vida, obtidos por herança histórica e pessoal.
Assim, é possível existir dentro de um mesmo escritório, indivíduos com prioridades distintas, com expectativas e visão singulares e que, em dado momento, podem se confrontar. O que, possivelmente, pode acontecer se pensarmos que cada qual tem seu modo de trabalhar e se portar diante de determinado trabalho.
Desta maneira, cabe à empresa conhecer seus colaboradores, o que os motiva e o que os perturba, e trabalhar de acordo com as necessidades de cada um.
A Gestão de Pessoas, hoje em evidência no mercado, preza pelas singularidades e competências individuais, com o propósito de desenvolvê-las, levando em consideração o indivíduo enquanto único, não só como profissional, mas como Ser Humano. E, desta maneira, atender às gerações presentes em um mesmo mercado de trabalho.
No próximo mês, trataremos do tema “liderança” – o líder no papel de líder.