Olá caros amigos leitores desta coluna! Depois de algum tempo recluso aqui estou de novo trocando idéias e comentários com todos vocês...
Como vimos recentemente nas TVs e jornais de todo o mundo, entramos na era de Bento XVI, o novo Papa, substituto de João Paulo II, saudoso líder mundial da Igreja Católica e, por muitos anos, esperança de dias melhores nesse mundo em que vivemos.
Mas até que ponto isso é verdade? Até que ponto pode um Papa influenciar a ponto de provocar mudanças e melhorar a vida em nosso planeta?
Sinceramente, acho que todos nós depositamos em figuras como a do Papa, esperanças na resolução de problemas que na realidade poderíamos resolver. Não que a igreja não tenha de se envolver. A nossa incapacidade de encarar nossos problemas faz com que depositemos na religião a responsabilidade de endireitar o mundo.
Todos clamam por um mundo em que possamos viver em paz, sem desigualdade e todos os males causados por ela. Amor e fé são sem dúvida elementos essenciais para um mundo melhor, mas hoje em dia isso só não basta!
O mundo está carente de atitude.
De nada adianta avistarmos milhares de bandeiras americanas se agitando, aguardando um novo Papa, depois de reelegerem um presidente que se intitula o senhor da guerra, e que fabrica guerras em resposta a atentados gerados por uma política estúpida e gananciosa.
Brasileiros sonharam com uma Papa brasuca, afinal de contas Deus é Brasileiro, não é? Mas e a atitude, onde está? Todos os dias engolimos absurdos estampados nas manchetes de jornal e nada fazemos! Nepotismo, aumento de salários já absurdamente altos, desigualdade em todos os cantos do país e violência, com a qual vamos nos acostumando lentamente e nos tornando insensíveis.
Não, não vivemos em um inferno, ao menos por enquanto, mas estamos carentes de atitude, de amor, de fé, de patriotismo. Falo de sentimentos reais e não daqueles estampados em nome de uma conquista política ou de uma festa com trio elétrico e tudo mais.
O Papa é novo, merece festa, tudo bem. Mas a vida continua não sei até quando, e se não abrirmos os olhos, dias piores virão.