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Publicado em: 09/09/2005

Estive em Cambuí no final de semana do dia 3 de setembro e tive a oportunidade de matar as saudades do tempo em que atuava no GTC (Grupo de Teatro e Cinema). Na minha época era Grupo de Teatro de Cambuí.

É muito bom saber que o teatro continua vivo e ativo em nossa cidade. Atores de minha época e gente nova no pedaço, movimentam o cenário cultural da cidade.

E o mais importante, agora encenando um texto de um autor local. Um texto que diz respeito a situações atuais. Temas que deveriam ser mais discutidos em nossa sociedade e que foram abordados de uma forma muito feliz no espetáculo, dirigido por João Eiras.

Devo dizer que meu colega Herculano Vof foi muito feliz em sua autoria. Nos momentos em que o clima parecia ficar mais pesado, entrava em cena “Edinalva”, interpretada por Roseli Rosa e surgiam gargalhadas que temperavam e davam o tom agradável ao espetáculo.

Neuza Maria, no papel de Dona Izabel, dispensa comentários, pois mostrou muita maturidade e intimidade com o palco. Quem parecia estar assim também era Karen Bayeux, interpretando “Paula”, personagem que também arrancou gargalhadas em alguns momentos. As jovens Sarah Eiras e Darline Daher, nos papéis de “Laura” e “Maurinha”, mostraram muito bem o conflito de gerações que ocorre as vezes dentro de um lar, entre irmãos. Tudo isso acompanhado de um fundo musical executado pelos velhos companheiros de palco Darli Montor e Ivo Alves, juntamente com Alessandro.

É evidente que o GTC possui muitas limitações, afinal de contas não possui a estrutura que merece e que é fundamental na hora de montar um espetáculo, mas o que conta é a persistência, a vontade de fazer e acontecer. O desejo de estimular as pessoas a sair de casa, se encontrar e conversar sobre temas abordados!

O teatro pode fazer muita coisa por todos! E todos deveriam experimentá-lo, seja no palco, seja na platéia!

Que saudade!!




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