AECambuí
Associação Empresarial de Cambuí






QUEM SOMOS | SERVIÇOS | ASSOCIADOS | PROFISSIONAL AUTÔNOMO | EMERGÊNCIA CAMBUÍ | CONTATO
Ligue para AECambui » (35) 3431-2772
» Revista "O Empresário"
» Banco de Currículo
» Últimas Notícias
» Comportamento.
» Comunicação
» Conselhos Úteis
» Consultas Boa Vista Serviço - SCPC
» Finanças ao seu alcance
» Jurisprudência
» Momento Empresarial
» O que é Boa Vista SCPC?
» Oportunidade de Emprego
» Serviços Prestados - AECAMBUÍ
» Vida saudável
» Turismo
» Fotos da Cidade
» Fotos dos Cursos
» Memória Viva



Publicado em: 09/11/2006

Hoje pela manhã li uma notícia na Folha de São Paulo que me deixou animado. E olha que ultimamente não tenho visto nada que melhore meus ânimos, como se já não bastasse ser palmeirense e ficar verde de raiva.

Mas é exatamente do verde que vou falar. Não do Palmeiras, ao menos por enquanto, mas do verde de nossas matas, das matas de todo o planeta.

É que o Bird (banco Mundial), está se aliando a organizações ambientalistas a fim de propor o que pode ser a luz no fim do túnel no que diz respeito ao desmatamento mundial.

Trata-se de um fundo mundial para comercialização de créditos de carbono de desmatamento evitado em florestas tropicais. Tudo deve acontecer nas próximas semanas e os valores devem girar em torno de U$200 milhões a U$300 milhões.

Basicamente consiste em capacitar países pobres detentores de florestas a monitorarem seu desmatamento e estabelecerem programas de redução de desmate, gerando créditos de carbono (negociáveis) a serem comercializados durante uma Segunda fase do Protocolo de Kyoto. Realmente se trata de uma forma de aliar conservação da biodiversidade, redução da pobreza e corte da emissão de gases que causam o efeito estufa.

Porém existe um grupo que afirma que o peso das matas no clima é incerto. São pesquisadores que estiveram reunidos no último dia 27 em São Paulo. Segundo o físico Luiz Gylvan Meira Filho, do Instituto de Estudos Avançados da USP, o desmatamento tropical responderia por um décimo das emissões de gás carbônico da Terra. A ONU prega 25%, o Banco Mundial 20% e o filme do ex-vice presidente dos EUA, Al Gore, que parece só agora perceber a importância do assunto, 30%.

Segundo a reportagem, o Brasil, através do Itamaraty, não quer nem ouvir falar de mecanismo de mercado para carbono de florestas e faz questão de deixar essa discussão de fora do protocolo de Kyoto. Dizem que usar a Amazônia como moeda implicaria em aceitar metas obrigatórias de redução de gases-estufa para o país no futuro.

Ora, e ter liberdade para desmatar é vantagem? Já imaginou alguém ter a oportunidade de receber para reduzir o número de cigarros que fuma por dia ou até mesmo a quantidade de bebida alcoólica que ingere e não concordar?

Realmente se trata de um vício, assim como o cigarro e o álcool. Vício em pilhar e destruir o que temos de bom. Nossas florestas tinham de ser preservadas pelo simples fato de serem nossas, abrigarem uma fauna e flora exuberantes, espécies que, com certeza, ainda descobriremos e algumas que correm o risco de se extinguir.

Se não bastasse tudo isso, os gringos lá de fora, que destruíram o que tinham e algo mais, preocupados não com o próximo, mas com o risco de sumir do mapa junto com a vida no planeta, nos oferecem uma grana, mas para fazer o óbvio, o que deveríamos estar fazendo há séculos e que eles nunca fizeram, preservar, usar com controle.

Caso contrário, se continuarmos a desmatar e destruir o que é nosso, mesmo que o país um dia cresça e enriqueça, que consigamos nos livrar da corja de corruptos que pilham nossa nação, quase não teremos a quem pagar créditos de carbono, visando a preservação do clima em todo o planeta, pois fazemos parte de um pequeno grupo que possui grandes áreas de florestas tropicais e desta forma restará muito pouco a fazer, se conseguirmos sobreviver.




AECambuí - Associação Empresarial de Cambuí
Agência WebSide