Na antiguidade, quando alguém ficava doente, era atendido pelo curandeiro da tribo. Quando a doença era simples, a pajelança funcionava, mas no caso de enfermidades mais graves e complexas, as boas intenções do curandeiro não eram suficientes para reverter o quadro.
Muito tempo se passou, mas algumas empresas parecem acreditar em curandeiros quando contratam serviços.
Existem mais de 12MI de internautas no Brasil. Destes, 62% utilizam internet de banda larga, ou seja, internet de alta velocidade. A melhor maneira de chegar até este público é ter um site bem desenvolvido por um profissional capacitado. Um site que apresente a empresa, seus pontos fortes e diferenciais e, principalmente, que auxilie na conquista de clientes e no fortalecimento da marca.
Apesar destas informações e conselhos serem conhecidos por muitos, basta navegar pela internet para encontrar sites que não servem para nada, além de ocupar espaço.
São sites feitos por aventureiros, curiosos, parentes. Sites que são criados sem planejamento, que esquecem do mais importante: um site deve ser uma das ferramentas que conduz a empresa ao sucesso!
Você não chama um médico para fazer reparos elétricos em sua casa. Também não chama um eletricista para tratar de uma cárie. Por que algumas empresas contratam amadores para fazerem seus sites?
Vários motivos conspiram para isso...
MEDO - Muitos empresários entendem da sua área de atuação, mas se assustam quando o assunto é internet. Isso acontece em função do mito de que somente programadores entendem de sites. Ao comprar um carro, você não pensa como um engenheiro. Pensa como um motorista. Com um site, o raciocínio é o mesmo: você não deve pensar como um programador, mas sim como alguém que navega pela internet. Deve pensar como um potencial cliente pensaria.
FALTA DE CONHECIMENTO - Informação é fundamental em qualquer aspecto dos seus negócios. Saber o básico sobre o que acontece na internet sob a ótica corporativa pode ajudá-lo a ter idéias ou mesmo a analisar o potencial do site de sua empresa. Ter conhecimento generalizado sobre o assunto também o ajudará a contratar um profissional capacitado e a discutir com ele os aspectos técnicos do seu projeto.
MIOPIA - Apesar do comércio eletrônico (venda pela internet) ter crescido 61% no último Natal, em relação ao mesmo período do ano de 2004, há empresários que acham que a internet ainda não é importante para os negócios. Em 2005, foram comercializados (legalmente) 5,5 milhões de computadores... os números mostram que a internet está cada vez mais presente, mas estes empresários míopes não conseguem enxergar o futuro, mesmo quando ele já se confunde com o presente...
ECONOMIA - Um litro de gasolina custa uns R$ 2,80, mas existem pessoas que fazem economia pagando só R$ 2,50 ou até menos. Se a gasolina sai da refinaria a um custo superior a R$ 2,50, alguma coisa errada está sendo feita para ela ser vendida abaixo do custo. Isso é fácil de entender, mas alguns realmente acreditam que economizam quando usam gasolina adulterada. O mesmo raciocínio vale para desenvolver um site: se eu posso ter um site gastando só R$ 200,00, por que deveria pagar R$ 1.500,00? Assim como na gasolina, existem custos para que um profissional possa atendê-lo com qualidade. São custos relacionados aos seus conhecimentos e sua experiência, entre outros aspectos, que agregam valor a um site e aumentam seu poder para fazer negócios.
Se um profissional cobra R$ 300,00 ou R$ 450,00 para visitá-lo, levantar informações, sugerir um projeto, desenvolver o visual de seu site, fazer a programação, captar e tratar imagens, revisar e inserir o conteúdo, realizar testes e finalizar o projeto e ainda lhe oferecer o suporte necessário, alguma coisa está errada. Economize além do indicado, e o retorno de seu site será tão grande quanto foi o seu investimento. Neste caso, é melhor não ter um site.
ENTÃO, COMO FAZER UM SITE?
Existem centenas de profissionais e empresas qualificados para fazer o site de uma empresa. O investimento vai variar conforme as dimensões e a complexidade de seu projeto. Um site simples, meramente institucional, exigirá um investimento reduzido. Um site recheado de recursos, pedirá investimentos mais consistentes. NÃO EXISTE site bom, que ofereça conteúdo amplo e recursos, e que tenha custado alguns trocados. Não existe.
Pensar em quanto você pode e deve investir é muito importante, mas pensar naquilo que o site deve oferecer é fundamental.
Não faça um site apenas para dizer que sua empresa está na internet. Pense no assunto, pesquise, imagine o que poderia conquistar novos clientes.
Não faça um site com um amigo, um parente ou um curioso. Existem outras maneiras de agradar amigos e parentes. Escolha alguém que entenda do assunto e que possa lhe mostrar isso na prática, com sites já publicados.
Um investimento baixo, mas mal feito, pode ser muito mais caro e prejudicial que um investimento maior, feito com inteligência.
Se tudo isso parece absurdo para você, encha o tanque do seu carro com a gasolina mais barata que conseguir encontrar e saia por aí escolhendo quem irá desenvolver o seu site com base no valor da proposta...
Certamente você precisará de um curandeiro para curar essa mania de rasgar dinheiro!