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Publicado em: 02/09/2026

Entenda por que combinar cartão de crédito e crediário próprio pode ampliar o público da loja, aumentar o poder de compra dos clientes e proteger a margem de lucro.

Muitos lojistas acreditam que aceitar cartão de crédito é suficiente para atender qualquer cliente que queira parcelar uma compra. Afinal, a operadora de cartão garante o recebimento e o lojista não precisa se preocupar com inadimplência. Certo?

Nem sempre. Esse raciocínio funciona bem para quem tem limite disponível no cartão. O problema é que uma parcela expressiva dos brasileiros não tem, e esses clientes estão entrando na sua loja todos os dias. Quando a loja só aceita cartão, eles saem sem comprar. E a venda vai para a concorrência que tem crediário próprio.

A proposta aqui não é abandonar o cartão. É entender por que as duas modalidades precisam coexistir e o que o lojista perde ao abrir mão do carnê.

A falsa segurança de vender apenas no cartão de crédito
Vender no cartão parece o caminho mais seguro porque elimina o risco de calote direto com o lojista. Mas essa segurança tem um custo que aparece silenciosamente na demonstração de resultados: a taxa de adquirência.

Dependendo da operadora, da maquininha e do prazo de recebimento, as taxas no parcelamento podem chegar a 5% ou mais por transação. Em margens apertadas do varejo, essa fatia representa uma parte relevante do lucro de cada venda. O lojista fica seguro contra o calote, mas entrega ao banco uma fatia do que deveria ser dele.

Além disso, o cartão apaga o relacionamento. Na maioria das vendas no crédito, o vendedor não sabe o nome do cliente, não tem histórico de compras e não pode fazer uma oferta personalizada na próxima visita. O dado de consumo fica com a operadora, não com a loja.

O perfil do consumidor atual: muito consumo e pouco limite
O cartão de crédito está presente na rotina de grande parte dos brasileiros, mas não atende a todos os consumidores. Segundo o 1º Anuário Mosaic Insights, divulgado pela Serasa Experian em 2026, 24,9% dos brasileiros não possuem cartão de crédito. Entre os que possuem, 25% têm apenas um cartão e metade dos consumidores concentra dois ou mais.

Mesmo para quem tem cartão, o limite disponível pode ser insuficiente para uma nova compra. Um estudo da Serasa Experian aponta que 70,5% da renda dos brasileiros estava comprometida, em média, em 2025. Entre consumidores com renda de até um salário-mínimo, esse comprometimento chegava a 90,1%.

Isso cria uma situação comum no varejo: o cliente tem interesse e capacidade de comprar, mas não consegue concluir a compra no cartão porque o limite está comprometido. Se a loja trabalha exclusivamente com essa forma de pagamento, a venda pode ser perdida mesmo quando existe demanda pelo produto.

O crediário próprio amplia as alternativas de pagamento ao permitir que a loja estabeleça suas próprias condições de parcelamento, de acordo com critérios de gestão de risco de crédito.

Assim, em vez de depender exclusivamente do limite concedido pelo banco, o consumidor pode ter acesso a uma modalidade de crédito oferecida diretamente pelo estabelecimento.

Para o lojista, a questão não é escolher entre cartão e crediário. É oferecer diferentes formas de pagamento para alcançar mais perfis de consumidores. O cartão continua sendo importante, mas o crediário próprio pode atender justamente quem ficou de fora daquela venda por falta de limite disponível.

3 vantagens de oferecer o crediário próprio e bater de frente com a concorrência
Acrescentar o crediário próprio ao mix de pagamentos da loja não é apenas uma alternativa de inclusão financeira. É uma decisão de negócio que pode ampliar o público atendido, aumentar o poder de compra dos clientes e criar novas oportunidades de relacionamento com quem já compra na loja.

A principal diferença está no fato de que o crédito deixa de depender exclusivamente das condições oferecidas pelo banco ou pela administradora do cartão. A loja passa a ter mais autonomia para definir prazos, limites e condições de pagamento de acordo com seu público e com uma política própria de concessão de crédito.

Isso também muda a relação com o consumidor. Em vez de disputar a compra apenas com outras lojas que oferecem produtos semelhantes, o varejista pode usar as condições de pagamento como um diferencial para atrair e manter clientes.

Um consumidor que não consegue concluir uma compra por falta de limite no cartão pode encontrar no crediário uma alternativa para levar o produto naquele momento.

Há ainda um impacto importante sobre a rentabilidade. No cartão, parte da receita da venda é destinada às taxas da operação. No crediário próprio, a loja administra diretamente o parcelamento e pode estruturar uma política de crédito que considere tanto o potencial de venda quanto o risco da operação.

Por isso, oferecer as duas modalidades não significa escolher entre cartão e carnê. O cartão continua sendo uma forma de pagamento importante, enquanto o crediário próprio amplia as possibilidades de venda para diferentes perfis de consumidores. Quando bem administrado, esse mix pode contribuir para aumentar o ticket médio no varejo, fortalecer a fidelização e melhorar a margem da operação.

1. Aumento imediato do ticket médio e poder de compra
Quando o cliente usa o crediário próprio, o limite de crédito é da loja, não do banco. Isso significa que ele não está disputando espaço com a fatura do cartão, o carnê de outra loja ou o financiamento de um eletrodoméstico.

O resultado prático é que o cliente tende a comprar mais, e em mais parcelas, porque o crédito não interfere no orçamento que ele já tinha comprometido. O ticket médio no varejo que oferece crediário costuma ser significativamente maior do que o de lojas que vendem apenas à vista ou no cartão.

2. Fidelização pela recorrência física
No cartão de crédito, o pagamento das parcelas é automático no aplicativo do banco. O cliente não precisa mais colocar os pés na loja. No carnê, ele precisa voltar todo mês para pagar a prestação.

Essa visita mensal é uma oportunidade de venda que as lojas que só aceitam cartão simplesmente não têm. Com um vendedor preparado, cada pagamento de parcela pode se transformar em uma nova compra no crediário, ampliando o ciclo de relacionamento com o cliente.

3. Lucratividade total da operação
No crediário próprio, não há repasse de taxas para operadoras ou adquirentes. A margem sobre o produto fica intacta na loja. Os juros cobrados sobre o parcelamento são receita da loja, não do banco. E os encargos sobre o atraso, quando aplicados dentro dos limites legais, também ficam no caixa do lojista.

Esse conjunto de fatores torna o crediário uma operação muito mais lucrativa do que o parcelamento no cartão, desde que a inadimplência esteja bem gerenciada.

Como vender no carnê sem medo da inadimplência?
O principal motivo pelo qual lojistas evitam o crediário próprio é o risco de calote. E esse medo é legítimo: aprovar crédito sem critério, baseado apenas na intuição do vendedor, é um caminho direto para acumular dívidas incobráveis.

A diferença entre um crediário próprio lucrativo e um problemático está na qualidade da análise de crédito. Quando a aprovação é feita “na confiança” ou com base em histórico de compras anotado à mão, o risco é real. Quando é feita com consulta automática ao CPF, score de crédito e histórico comportamental do cliente, o risco cai drasticamente.

A tecnologia resolveu esse problema. Sistemas especializados em gestão de risco de crédito para o varejo fazem a análise em segundos, sugerem o limite mais seguro para aquele perfil de cliente e ainda definem as melhores condições de parcelamento. O lojista aprova com segurança, sem depender de julgamento subjetivo e sem atrasar a venda.

Perguntas frequentes sobre crediário próprio vs. cartão de crédito
1. Por que oferecer crediário se já vendo no cartão de crédito? O cartão atende quem tem limite disponível. O crediário próprio atende quem está com o limite comprometido, quem não tem cartão ou quem prefere não usar o crédito bancário. São públicos diferentes, e a loja que só aceita cartão está dispensando uma parte expressiva de clientes com poder de compra real.

2. Quais as vantagens do crediário sobre o cartão de crédito? O crediário próprio não tem taxas de adquirência, o que preserva a margem da loja integralmente. Os juros do carnê ficam com o lojista, não com o banco. E a recorrência mensal do pagamento presencial cria oportunidades contínuas de nova venda, algo que o cartão não proporciona.

3. O crediário próprio é mais arriscado que vender no cartão? Sem uma gestão de risco de crédito adequada, sim. Mas com um sistema especializado que faz a análise automática do CPF, define limites com base em score e automatiza a cobrança, o risco cai a níveis compatíveis com a operação de qualquer financeira profissional. O risco existe, mas é gerenciável.

4. Como funciona o crediário próprio na loja? A loja avalia o perfil financeiro do consumidor por meio de um sistema de análise de crédito, define um limite de compra seguro e aprova o parcelamento. O pagamento é feito diretamente ao estabelecimento, geralmente por carnê ou boleto. Toda a receita de juros e multas fica com a loja, não com intermediários.

Por: Meu Crediário


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